Semana do uso racional de medicamentos

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Imagem meramente ilustrativa.

Você toma seus medicamentos na dose e horário corretos?

Você os armazena em local adequado, bem ventilado, sem umidade e longe de fontes de calor?

Você sabe que não deve interromper nenhum tratamento medicamentoso sem o conhecimento médico?

Você toma aquele medicamento que o vizinho indicou porque para ele foi bom? Atenção! Sintomas iguais podem ter causas distintas.

Onde você descarta seus medicamentos em desuso ou vencidos?

Você já parou para pensar que aquele medicamento que você joga no lixo comum, na pia ou então no vaso sanitário pode ocasionar sérios danos ao solo, à água e aos peixes?

Dia 05 de maio foi o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos e do dia 05 a 11 de maio, no Rio Grande do Sul, foi instituída a Semana Estadual do Uso Racional de Medicamentos, um período para refletirmos sobre nossas atitudes com relação ao uso de medicamentos e qual a repercussão dessas ações.

Os medicamentos servem para prevenir doenças, como é o caso das vacinas, aliviar sintomas, controlar doenças crônicas como hipertensão e diabetes ou recuperar a saúde, desde que utilizados de forma correta. Conforme a OMS (1985), o uso racional de medicamento envolve desde a prescrição apropriada; a disponibilidade oportuna e a preços acessíveis; a dispensação em condições adequadas; o consumo nas doses corretas, nos intervalos definidos e no período de tempo indicado de medicamentos eficazes, seguros e de qualidade.

Na pandemia da COVID-19 vivenciamos um cenário onde a busca por medicamentos milagrosos perpassa os limites da ciência, onde as pessoas se iludem com falsas promessas de cura o que agrava ainda mais a nossa realidade.

Não temos ainda um medicamento que de fato combata o Coronavírus, somente medicamentos que aliviam sintomas e que buscam combater as complicações decorrentes da doença.

Estamos há pouco mais de um ano vivenciando um caos na saúde e na economia, mas muitos ainda não entenderam que nossa arma mais eficaz contra o vírus ainda é a prevenção.

O consumo desenfreado de medicamentos sem eficácia comprovada contra a COVID-19 é reflexo de uma automedicação inadequada influenciada muitas vezes pela mídia e autoridades, bem como prescrições sem embasamento científico que acabam promovendo resistência bacteriana e inúmeras reações adversas.

“Todos os medicamentos oferecem riscos, mesmo aqueles isentos de prescrição. Dependendo da dose, o paracetamol pode causar hepatite tóxica. A dipirona oferece risco de choque anafilático e agranulocitose, e o ibuprofeno é relacionado a tonturas e visão turva. Já o uso prolongado da vitamina C pode causar diarreias, cólicas, dor abdominal e dor de cabeça. E com a ingestão excessiva de vitamina D, o cálcio pode depositar-se nos rins e até causar lesões permanentes (Conselho Federal de Farmácia, 2020).”

Conforme o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Brasil, tivemos um aumento de 20% nos casos de intoxicação medicamentosa de 2006 a 2016, quando foram computados 27261 casos desse tipo, o que corresponde a 34% do total de casos por intoxicação.

MEDICAMENTO É COISA SÉRIA.
O uso de medicamentos sem orientação, ao invés de ajudar, é arriscado e pode ser a fonte de outros problemas.

Em caso de dúvida converse com o médico ou farmacêutico.

Por, Assessoria de Comunicação/Fonte, Secretaria da Saúde.

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