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Condor, O Mensageiro dos deuses

Quando os conquistadores espanhóis chegaram, até então reinava a paz no Império Inca. Desde então, levanta-se dos Andes o sonho de que um dia seremos livres e venturosos.

Na mitologia do povo Inca, o condor é considerado o “Mensageiro dos Deuses”. Sob a luz de um sentimento livre, o majestoso condor, percebendo que lá perdeu a liberdade, abre suas asas e voa na busca de um novo sol, um novo mundo. O imponente, belo e sublime pássaro dos Andes voa por sobre a cordilheira, cruza o pampa e as missões, vai até o noroeste do nosso Rio Grande e se enraíza numa terra promissora, a viver primeiro com nossos irmãos guaranis e depois com os novos colonizadores.

Dos Andes trouxeste o nome, nas negras asas do condor. E entre o Palmeira e o Divisa, criou raízes de trabalho e amor. Boca da Picada, Vila Seca, Vila Sete de Setembro, Vila Liberdade, Vila Condor, Condor. A centenária mãe Palmeira, numa hora bem inspirada, emprestou seu calor fraterno e, entre as sombras das figueiras da Fazenda da Ramada, nos tempos do Vazulmiro, embalou seu novo rebento. Foi quando nasceu Condor, uma façanha arriscada.

Da irmã de sangue Panambi trouxe nos olhos do imigrante a mesma luz. Nas mãos a mesma labuta e no coração a mesma fé. Nossos sonhos e nossos cantos são iguais. Nestas paragens miramos a mesma direção em nossa caminhada rumo ao futuro, despertando no campo e na cidade a mesma luta.

O condorense de boa índole cavalga hoje o pingo da esperança para percorrer os caminhos e os tempos do amanhã. Esquece todas as desavenças e as lutas inglórias. O amor por esta terra nos une. As ideias, os valores, as opiniões e as crenças não nos dividem, só reforçam as relações que conferem a harmonia a uma gente irmanada por uma mesma herança histórica e cultural. Seus filhos querem voar nas asas do condor levando às futuras gerações um canto novo para cantar e ouvir, tornando realidade os sonhos do povo desta terra onde nascemos. Queremos viver ainda para ver desabrochar por inteiro as sementes do desenvolvimento, do progresso, da felicidade e da fraternidade.

“VOA CONDOR

UM CÉU POR DETRÁS

TRAZ NAS ASAS O SONHO

UM CÉU POR DETRÁS

VOA CONDOR

E A GENTE VOA ATRÁS

VOA ATRÁS DOS SONHOS

UM CÉU POR DETRÁS”


Caracterização do Município de Condor

Retrocedendo na história político administrativa de Condor, lembramos que, inicialmente, pertencemos ao Município de Rio Pardo, criado em 1809. Doze anos depois, em 18 de agosto de 1821, surgia Cruz Alta, cujo quinto distrito foi Palmeira, ao qual Condor pertencia. Palmeira emancipou-se em 1874 e, em 06 de agosto de 1918, a vila Sete de Setembro, hoje cidade, tornou-se sede do quarto distrito de Palmeira. Em 1935, essa denominação mudou para Vila Liberdade. Em 1945, o nome passou de Vila Liberdade para Vila Condor, por determinação do IBGE, porque, em Minas Gerais, já existia um Município denominado Liberdade. Aliás, segundo uma lenda, o nome Condor teria sua origem no “furacão” de 1931, que arrasou tudo por onde passou numa faixa de aproximadamente duzentos metros de largura. Um condor, grande e majestosa ave de rapina, que tem seu “habitat” na Cordilheira dos Andes, próximo ao Oceano Pacífico, e que pertence à família das águias, teria sido arrastado na época pela fúria do vento e trazido para esta localidade. Em função da presença desse enorme pássaro naquele episódio inesquecível, teria ficado o nome de “Condor”, mais tarde adotado para denominar nosso atual Município. Condor simboliza liberdade.

Em 1954, foi criado o Município de Panambi, do qual Condor passou a ser segundo distrito. Poucos anos depois, em 17 de novembro de 1965, pela lei 4.094, criado o Município de Condor, instalado oficialmente em 14 de maio de 1966. (CONDOR Comunidade, História e Cultura – Bruno Guido Wehrmann).

O Município de Condor, situa-se na região do Planalto Médio do Estado do Rio Grande do Sul, pertencente à microrregião colonial de Ijuí, possui uma área de 465 quilômetros quadrados. Condor é um Município eminentemente agrícola, tendo como suas principais atividades econômicas a plantação de soja, trigo e milho. O Município é emergente na bacia leiteira e gado de corte. O setor industrial é formado por micro-empresas e agro-indústrias.

Segundo o Censo de 2000 Condor possui 6.491 habitantes, dos quais, 3.420 (52,68%) residem na zona urbana e 3.071 (47,31%) na zona rural. Condor dista 393 km de Porto Alegre, capital do Estado, limitando-se ao norte com Palmeira das Missões, ao sul com Panambi, ao leste com Santa Bárbara do Sul e ao oeste com o Município de Ajuricaba e Nova Ramada.